Segundo o dicionário Aurélio, intérprete é a pessoa que serve de intermediário para fazer compreender indivíduos que falam diferentes idiomas.
A Feneis foi pioneira na formação e qualificação de tais profissionais, buscando orientar e esclarecer sempre que necessário, quais são os aspectos importantes numa interpretação. Além de conhecer profundamente a Língua Brasileira de Sinais e as técnicas de interpretação, o intérprete deve sempre manter sua ética profissional e estar atento quanto à vestimenta, aparência pessoal, iluminação, local, fundo visual, barulhos laterais, acomodações, posição natural para sinalizar, tempo de interpretação, expressões faciais, uso do alfabeto manual, tautologia, expressões idiomáticas, possíveis distrações e outros.
O intérprete deve se manter imparcial, evitando com que religião ou vínculos de amizade interfira em seu trabalho. O processo de interpretação é uma habilidade científica que o cérebro aprende após muito treino e dedicação, portanto ser filho de pais surdos não é sinônimo de qualificação. Além disso, o intérprete tem que ser bilíngüe, procurar participar de seminários, saber trabalhar em equipe, ter equilíbrio durante a interpretação e ser capaz de admitir suas limitações quando não se sentir capaz.